Grazziotin é um nome forte no comércio popular no Sul.
A Grazziotin, uma das varejistas mais tradicionais do Rio Grande do Sul, sofreu um desvio de R$ 5,3 milhões, organizado ao longo de mais de 10 anos pela sua própria diretora financeira.
O caso apareceu em uma decisão de primeira instância da Justiça gaúcha, segundo revela o jornal gaúcho Zero Hora.
A diretora teria utilizado seu cargo para inserir dados falsos no sistema, cadastrar notas fiscais inexistentes, alterar titularidade de pagamentos e direcionar transferências bancárias a terceiros.
No processo, a empresa relatou que "as irregularidades foram constatadas em auditoria interna".
No julgamento, a Justiça entendeu que a trabalhadora realizava lançamento de notas fiscais fictícias e habilitação de fornecedores inexistentes, o que gerava automaticamente a liberação de pagamentos a terceiros.
No processo, a defesa da ex-diretora financeira negou a prática de fraude e de desvios e defendeu que parte das operações eram benefícios relacionados ao exercício de suas funções.
À Justiça, disse ainda que pagamentos não contabilizados seriam conhecidos pela administração e que determinadas transferências teriam autorização superior.
Procurada pela ZH, a Grazziotin preferiu não comentar.
É um caso chamativo, porque a Grazziotin é uma empresa de porte médio no seu segmento, mas tem inclusive capital aberto, o que deveria ser garantia de controles mais rígidos.
Fundada há 75 anos em Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, a empresa tem 2,9 mil funcionários e 350 lojas distribuídas nas marcas Grazziotin, GZT, Tottal, Por Menos e Franco Giorgi.
Em 2023, o faturamento bruto foi de R$ 915 milhões, conforme levantamento do ranking Cielo e Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).
