Funcionários da Fujistu vão trabalhar em casa. Foto: Pexels.

A Fujitsu decidiu fechar a metade dos seus escritórios no Japão, uma decisão que significa o home office em regime definitivo para 80 mil funcionários.

A decisão acontece em um panorama mais amplo, através do qual a empresa quer realizar uma mudança do “conceito tradicional e rígido de trabalho no escritório”, com a qual os funcionários terão “um grau maior de autonomia baseado no princípio da confiança”.

Os ambientes de trabalho serão reestruturados, com a empresa operando a partir da casa dos funcionários e de hubs ou escritórios satélite para atividades como demonstrações de produtos ou reuniões.

A Fujitsu ainda está estudando os processos, identificando o que precisará ser feito em cada local. A ideia é por o novo modelo para rodar até março de 2023

As medidas, acontecem apesar do fato do Japão não ter adotado medidas mais sérias de quarentena. Até agora, morreram no país 977 pessoas.

Aqui mesmo no Brasil temos exemplos de empresas que estão projetando viradas tão radicais quanto a da Fujitsu. 

Um dos planos mais ousados veio da Stefanini, que  tem por meta que metade do time trabalhe em home office num prazo de 12 a 18 meses, sendo 60% dessa equipe de maneira permanente e outros 40% de maneira parcial.

É uma mudança enorme para uma empresa que tem 25 mil funcionários (14 mil no Brasil) e tinha antes da crise uma prática mínima de home office, limitada a 120 profissionais na Europa.

A BRQ, uma das maiores empresas de serviços de TI do país, vai transformar o home office na regra para os seus mais de 2,5 mil funcionários.