Benjamin Quadros, CEO da BRQ.

A BRQ, uma das maiores empresas de serviços de TI do país, vai transformar o home office na regra para os seus mais de 2,5 mil funcionários.

Com isso, a ideia da companhia é dar continuidade ao modelo que adotou em março, com o início das medidas de quarentena no país.

“O isolamento social nos possibilitou um grande mergulho no digital e, quanto mais tempo confinados, mais temos aprendido nesse lockdown. Trabalhar com toda a operação em home office foi uma quebra de paradigma, mas que tem dado muito certo”, resume o CEO e fundador da empresa, Benjamin Quadros.

Antes do coronavírus, a companhia, como muitas do seu tamanho, já tinha a possibilidade de fazer home office, mas limitada a um dia da semana.

Agora, ir no escritório é que deve ser a exceção, com as sedes físicas da BRQ funcionando como locais para reunião e encontro dos funcionários. 

A empresa tem 200 vagas abertas hoje, pedindo apenas disponibilidade para viajar para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba caso seja necessário.

 Algumas grandes empresas de TI estão considerando manter suas operações em home office mesmo depois da pandemia, em meio à constatação que a produtividade não caiu, os funcionários estão satisfeitos, e, não menos importante, é possível cortar muito custo com aluguel de escritórios.

Um dos planos mais ousados veio da Stefanini, que  tem por meta que metade do time trabalhe em home office num prazo de 12 a 18 meses, sendo 60% dessa equipe de maneira permanente e outros 40% de maneira parcial.

É uma mudança enorme para uma empresa que tem 25 mil funcionários (14 mil no Brasil) e tinha antes da crise uma prática mínima de home office, limitada a 120 profissionais na Europa.

No setor financeiro também há movimentação.

O Banco BMG adotou o home office até o fim deste ano para todos os cerca de 1 mil  colaboradores do setor corporativo, além de introduzir mais trabalho em casa na rotina em 2021.

Para 2021, o BMG planeja um esquema híbrido de serviço, que abrangerá tanto a presença física do funcionário, em dias variados da semana, no escritório quanto o trabalho em home office. A quantidade de dias ficará a critério dos colaboradores.

Outros foram mais cautelosos, anunciando apenas a extensão de home office até o final de 2020, independente das orientações de quarentena.

O Nubank, por exemplo, já anunciou que os seus 2,4 mil funcionários poderão seguir em casa até o final do ano. 

A XP fez a mesma coisa para outros 2,7 mil, chegando a especular sobre se ir mais longe, mas sem anunciar metas ou prazos.