Tushar Parikh, Country Head do Brasil da TCS.

A TCS está em meio um acréscimo significativo de pessoal no Brasil, ao final do qual seu headcount no país terá crescido quase 30%, para 2,8 mil funcionários.

A primeira onda foi no ano passado, quando a companhia contratou 500 pessoas, chegando a 2,3 mil funcionários. Outras 500 contratações devem ser feitas até o final do primeiro semestre de 2019.

As contratações estão sendo feitas em Londrina, onde a TCS abriu um centro no começo de 2018, além das operações já existentes em Alphaville, São Paulo, e no Rio de Janeiro. 

As oportunidades incluem 100 trainees para o delivery center de Londrina, posições de entrada que não exigem experiência prévia, apenas estar próximo do fim de cursos como análise de sistemas, ciências da computação, sistemas de informação, processamento de dados, administração, ciências econômicas, ciências contábeis e engenharia.  

Ainda em Londrina, a TCS vai contratou 120 pessoas capacitadas em outsourcing de processo de negócios (BPO, na sigla em inglês).

Outras 140 contratações foram para profissionais de SAP, uma das principais áreas de atuação da empresa, divididos entre Londrina e São Paulo. Foram feitas 120 contratações no Rio de Janeiro.

Londrina deve receber muitas contratações ainda. O centro inaugurado tem capacidade para até 700 pessoas. A TCS afirmou durante o lançamento que a ideia é chegar até 4 mil pessoas na localidade.

“Queremos contar com profissionais inovadores e motivados, que nos ajudem a acompanhar nossos clientes em suas jornadas de transformação digital rumo ao Business 4.0 e estejam alinhados com esse mindset ágil e inteligente”, comenta Tushar Parikh, Country Head do Brasil da TCS e Head Latam para as áreas de Banking, Financial Services e Insurance.

Parikh assumiu as operações brasileiras em abril de 2016.

A TCS obteve um dos seus melhores desempenhos globais na América Latina no ano fiscal 2017, encerrado em 31 de março do ano passado, crescendo 14,1% para atingir um faturamento de US$ 369 milhões.

O resultado foi o segundo melhor entre os chamados “mercados emergentes” da empresa, só atrás do Oriente Médio e África, que cresceram 14,8%. A média global foi de 6,2%, para US$ 17,58 bilhões.

Mesmo assim, o mercado latino americano é uma parte pequena do faturamento (2,1%, frente a 53% da América do Norte) e os resultados no passado já foram melhores, com um faturamento de US$ 410 milhões no ano fiscal 2014.

As outras grandes da Índia também tem feito movimentos. A Wipro, uma das grandes concorrentes da TCS, adquiriu em janeiro de 2017 a paulista InfoServer em um negócio de R$ 27,6 milhões.

A meta da empresa é faturar US$ 100 milhões no país ainda em 2017 e chegar no final de 2018 com nada menos do que US$ 250 milhões, revelou ao Baguete Ankur Prakash, vice-presidente para mercados emergentes da Wipro.

Em agosto de 2013, a Tech Mahindra comprou 51% do capital da empresa brasileira de consultoria SAP, Complex IT, com investimento inicial de US$ 6,5 milhões em dinheiro, cujo pagamento total poderá passar de US$ 20 milhões.