Empresa abriu um escritório charmoso em São Francisco. Foto: DIvulgação.

A CI&T, empresa brasileira de desenvolvimento de software, acaba de investir US$ 2 milhões para abrir um Prisma, um dos seus espaços de inovação e transformação digital, em São Francisco, na Califórnia. 

Com 1,5 mil metros quadrados, a nova instalação da CI&T no Vale do Silício foi desenvolvida com base na metodologia de design sprint – a qual fomenta uma cultura de colaboração e inovação dentro da empresa. 

O espaço conta com ambientes abertos a fim de estimular a colaboração e interação entre os times locais e remotos da CI&T. 

O Prisma também possui um estúdio para a produção de material audiovisual e um espaço maker, que será utilizado para prototipagem de projetos com tecnologias avançadas, como machine learning e inteligência artificial. 

"Estamos muito motivados com a inauguração do Prisma em São Francisco. O espaço é mais um dos milestones de nossa consolidação e crescimento no exterior", pontua Leonardo Mattiazzi, vice-presidente global de inovação da CI&T.

O local também servirá para fazer uma média com clientes brasileiros, oferecendo o glamour do Vale do Silício.

"Ofereceremos uma imersão em um ambiente inovador e colaborativo, para apoiar executivos-chave dos nossos clientes que queiram passar uma temporada nos Estados Unidos”, agrega Mattiazzi.

É o terceiro Prisma da CI&T, que abriu o primeiro na sua sede, em Campinas, e outro em Belo Horizonte.

Abrir uma unidade do tipo em São Francisco é um movimento natural para a CI&T, que já tem mais escritórios nos Estados Unidos do que no Brasil. 

A meta da companhia é dobrar de tamanho a cada três anos e atingir a receita global de R$ 1 bilhão em 2020, sendo 50% gerada internacionalmente (85% nos EUA). Em 2018, a CI&T registrou um faturamento de R$ 600 milhões.

A CI&T aposta forte em conceitos como lean na sua cultura de desenvolvimento de software, com aplicação de ferramentas de design thinking, design sprint, analytics e marketing digital.

O fundo Advent acaba de comprar os 30% que o BNDESPar tinha na CI&T, companhia brasileira de desenvolvimento de software, além de um pedaço não revelado dos sócios fundadores.

Com o negócio, que não envolveu aporte no caixa da empresa e não teve valores revelados, a a Advent se tornou sócia minoritária na CI&T. César Gon, um dos fundadores, segue sendo CEO da empresa.

Em entrevista ao site Brazil Journal, Gon disse que a Advent será um “parceiro estratégico para que tenhamos mais músculos para expandir fora do Brasil”. 

A empresa foi fundada em 1995 por três profissionais recém formados da Unicamp, para oferecer serviços de fábrica de software. 

Nos últimos anos, a companhia vem se posicionando com uma referência no país no assunto agilidade, envolvendo desenvolvimento de software, mas também consultoria de negócios e transformação digital.

A Advent investe pesado em tecnologia em outros países, mas não no Brasil. Por aqui, o fundo só comprou a Allied, uma distribuidora de produtos de tecnologia, em 2015. O resto das aquisições foi focada em empresas tradicionais como a varejista gaúcha Quero Quero.

Na avaliação do Brazil Journal, o caminho para a CI&T agora é fazer uma abertura de capital na Bolsa de Valores de Nova Iorque, seguindo os passos da Globant, nascida na Argentina e com atuação forte nos Estados Unidos, e a inglesa Endava.

A Endava já tem hoje um tamanho similar ao que ao da meta da CI&T para 2020, tendo fechado o ano passado com um faturamento de £217 milhões.

Já a Globant é uma empresa bem maior, com receitas de US$ 522 milhões no ano passado.