Esta é a quarta captação da Ingresse desde que foi fundada, em 2013. Foto: Pexels.

A Ingresse, plataforma de venda de ingressos on-line, acaba de levantar R$ 90 milhões numa rodada Série C liderada pelo fundo de investimentos Endurance.

De acordo com o site Brazil Journal, esta é a quarta captação da Ingresse desde que foi fundada, em 2013.

Somente no ano passado, a startup comprou três concorrentes: Ingresso Certo, líder de mercado no Rio; BlackTag, focada em eventos universitários; e PixelTicket, que atua no nicho de shows de rock.

Ainda de acordo com o site, o valor do novo aporte será usado para novas aquisições, para lançamento de produtos e de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para financiar os produtores de eventos.

Outro investimento será em uma solução que permite que o consumidor compre produtos e bebidas do evento dentro de seu aplicativo.

“Hoje, a experiência do usuário não é integrada: o cara vai lá, compra o ingresso, e dentro do evento precisa pegar uma ficha ou uma comanda. Nossa ideia é que toda a experiência do consumidor possa ocorrer dentro do app”, ressalta Gabriel Benarrós, fundador da startup, ao Brazil Journal.

Além disso, a Ingresse deve lançar novos serviços, como um seguro para a compra de ingressos. 

“A Ingresse tem uma plataforma robusta e que traz um benefício grande nas duas pontas: para os produtores e o consumidor. Além disso, a penetração das vendas online de ingressos no Brasil é muito aquém do resto do mundo. Há uma oportunidade gigantesca”, afirma Gustavo Conde, do Endurance.

A rodada, apontada pelo Brazil Journal como a maior no setor de tickets da América Latina, também contou com a Rival, uma tiqueteria sediada na Califórnia e fundada pelo ex-CEO da Ticketmaster, e o Grupo Globo.

RK Partners, eBricks e o braço de venture debt da Galápagos Capital também participaram, assim como a Qualcomm Ventures e o Mercado Livre, que já são investidores da empresa.

No mercado de vendas de ingressos on-line, a Ingresse já leva cerca de 20% do market share, competindo com a Ingresso Rápido e a Sympla, da Movile.

De acordo com o Brazil Journal, o maior desafio do setor ainda é convencer o brasileiro a comprar na internet: dos US$ 15 bilhões que o setor de ingressos movimenta no Brasil, apenas 10% são vendidos on-line.