BICHOS

Mocka aposta em pets com Flockr

10/11/2021 05:47

Aplicativo reúne funcionalidades focadas em saúde animal e uma rede social. É um mercado enorme.

Leonardo Reis, Theodoro Mota, Matheus Frozzi e Uriel Battanoli. A cachorrinha se chama Chanel.

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A Mocka, uma empresa de Porto Alegre especializada no desenvolvimento de aplicativos, resolveu dar uma virada de rumo, apostando as suas fichas num app próprio: o Flockr.

Disponível desde agosto nas lojas de aplicativos, o app ajuda os donos de animais a buscar serviços como banhos, medicamentos e vacinas, além de servir como um histórico e ter funcionalidades extras como uma rede social e monitoramento de calorias gastas em passeios.

O app está nos primeiros passos, com 20 mil cadastros, 40 mil posts e 5 mil carteiras de saúde preenchidas, mas os fundadores miram num mercado potencial muito maior.

Os quatro empreendedores por trás do Flockr tem experiência no assunto apps. 

Fundada em 2017, a Mocka criou produtos na área de TI para clientes tradicionais como Gerdau e +A Educação (Artmed), mas também para players na área de tecnologia como Aquiris, Superplayer e TAG Livros 

“Após três anos de criação de aplicativos para clientes, resolvemos focar em produto próprio, com 100% de dedicação por parte de toda a equipe. O Flockr é a concretização de um sonho”, explica Matheus Frozzi, sócio-fundador da empresa Mocka.

Além de Frozzi, a equipe da Mocka conta com Leonardo Reis, Uriel Battanoli e Theodoro Motta, todos desenvolvedores com passagem pela  Apple Academy, um programa de formação da gigante americana.

Segundo dados da Abipet, o mercado pet movimentou R$ 27 bilhões no Brasil em 2020, com lojas de pequeno porte respondendo por quase a metade e clínicas veterinárias por outros 17%. A cifra deve passar dos R$ 40 bilhões neste ano.

Em nível mundial, a expectativa é que o mercado triplique nos próximos anos, chegando a US$ 300 bilhões em 2030.

A Flockr quer ganhar sua fatia do bolo inicialmente por meio da serviços premium para usuários assinantes e, no futuro, por meio da intermediação de serviços ou um marketplace para uma base maior de usuários.

Na projeção dos criadores, é possível saltar de um faturamento de R$ 500 mil no ano que vem para R$ 24 milhões até 2026.

Em nível mundial, a estimativa é que 54% dos donos de animais (ou "tutores de pets", como a Flockr define o público alvo) não use nenhum tipo de aplicativo.

Já existem muitos players no mercado, mas eles estão divididos entre intermediários de clínicas, marketplaces de serviços de passeio e outros, além de grandes e-commerces, aspectos da vida dos bichos que a Flockr quer integrar num lugar só.

“Nossa visão é ser o principal hub de donos pet do Brasil”, resume Frozzi.

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