Baguete
InícioNotícias> EqSeed é aprovada pela CVM

Tamanho da fonte:-A+A

INVESTIMENTO

EqSeed é aprovada pela CVM

Júlia Merker
// sexta, 12/01/2018 10:55

A EqSeed, fintech que conecta investidores a startups, é a primeira plataforma de equity crowdfunding aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Greg Kelly, sócio-fundador da EqSeed. Foto: FGV.

Com isso, a empresa está operando sob a nova instrução 588, publicada em julho de 2017. 

Para Greg Kelly, ex-Lloyds Bank e sócio-fundador da EqSeed, a aprovação da autarquia representa uma validação das operações da plataforma.

“Conversamos desde 2015 com a CVM acerca dos benefícios de uma regulamentação específica e estamos orgulhosos de termos colaborado para que essa instrução se tornasse realidade. Entendemos que a regulamentação segue padrões de mercados internacionais muito bem-sucedidos e estamos otimistas de que estes resultados também podem ser obtidos no Brasil, comemora o executivo.

Como plataforma regulamentada pela CVM, a EqSeed passa a ter autonomia para aprovar as rodadas de investimento publicadas na sua plataforma, sem a necessidade de aprovação prévia da CVM de cada rodada publicada. 

“Para as empresas que querem captar investimento, isso torna o processo muito mais dinâmico porque reduz a burocracia para início de novas rodadas. Fazendo sua rodada de investimento por meio da plataforma, as startups podem acessarem nossa base de investidores de maneira simples e eficiente, com a segurança de que a operação seguirá estritamente a regulamentação do país”, completa.

A regulamentação prevê que empresas que faturam até R$ 10 milhões podem captar até R$ 5 milhões por ano por meio da plataforma. 

A Eqseed já conclui 11 rodadas de investimento para startups, com um valor total investido de R$ 4 milhões. Duas novas empresas abrirão rodadas ainda neste mês. 

Sob a nova regulamentação, a empresa visa concluir 20 rodadas de investimento em 2018, totalizando mais de R$ 12 milhões em investimento. 

“Com as grandes saídas do 99 e PagSeguro, entre outras, o investidor brasileiro está cada vez mais consciente dos retornos potenciais disponíveis via investimentos em startups, e o interesse em nosso produto só aumenta mês a mês”, diz.

Júlia Merker