PROBLEMÃO

Semae sofre ataque de ransomware

12/07/2022 10:01

Órgão de São Leopoldo teve dados corrompidos. Arquivos e backups foram sequestrados.

Foto: divulgação.

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O Serviço Municipal de Água e Esgotos (Semae) de São Leopoldo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, sofreu um ataque de ransomware na última semana, causando a interrupção nos sistemas e impactando seus serviços.

Conforme divulgado pelo próprio órgão, o principal software afetado foi o Sistema Comercial Integrado (SCI) e, entre os serviços impactados, estão troca de titularidade, acesso a matrículas, solicitação de tarifa social e vistoria local.

“No acesso criminoso à rede, dados foram corrompidos e arquivos, inclusive os backups, foram sequestrados. Após o ataque, os acessos a importantes documentos das áreas, como projetos de engenharia, estão inacessíveis”, detalha o Semae. 

Depois disso, houve uma tentativa de extorsão e, por orientação da Polícia Civil, nenhum contato a mais foi realizado entre as partes. A investigação está sendo conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). 

Enquanto isso, a gerência de Tecnologia da Informação está trabalhando para o restabelecimento dos arquivos, para que os servidores tenham condições de seguir com as rotinas de trabalho.

O abastecimento de água e o tratamento do esgoto não foram impactados. Os serviços de atendimento ao cliente, comercial e financeiro já estão em funcionamento. 

O Semae é uma autarquia municipal com capacidade para captar até 1,5 mil litros de água bruta por segundo no Rio dos Sinos. Para atender mais de 230 mil habitantes, possui duas estações de tratamento de água, 37 reservatórios e 25 elevatórias de água tratada.

O município ainda conta com cinco casas de bombas para contenção de cheias, cinco estações de tratamento de esgotos e 19 elevatórias de esgotos.

Segundo um levantamento da Trend Micro, mais de 30 municípios brasileiros sofreram ataques cibernéticos desde o final de 2020.

Os ataques vão desde cidades minúsculas, como a catarinense Santa Rosa de Lima, com pouco mais de 2 mil habitantes, até Campinas, por exemplo, que possui uma população maior que 1,2 milhão. 

No que a empresa classifica como uma “epidemia de ataques cibernéticos”, o fato dos incidentes incluírem cidades de todos os tamanhos demonstra a natureza automatizada dos softwares que coordenam essas ações.

Os ataques às prefeituras são, na grande maioria, do tipo ransomware, enquanto outros criminosos têm como alvo sistemas financeiros.

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