A Ultrapar é controladora do Grupo Ultra, dono de marcas como Ipiranga, Extrafarma e Ultragaz. Foto: divulgação.

A Ultrapar, controladora do Grupo Ultra, que é dono de marcas como Ipiranga, Extrafarma e Ultragaz, enviou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um comunicado de fato relevante para informar que sofreu um ataque cibernético na última segunda-feira, 11.

Como prevenção, a companhia disse que interrompeu alguns sistemas, afetando parcialmente as operações de suas subsidiárias — mas ainda está “avaliando a extensão do incidente e atuando para mitigar seus efeitos”.

Na nota, a companhia afirmou que prontamente acionou seus protocolos de controle e segurança para bloquear o ataque e atribuir acidentes e está operando em regime de contingência.

Segundo o site CISO Advisor, ainda não há informações na dark web de que um operador de ransomware tenha assumido a responsabilidade pelo ataque ou ameace vazar dados da empresa.

Um levantamento realizado pela Kaspersky, companhia de cibersegurança russa, apurou que o número de ataques contra empresas no Brasil disparou no ano passado. O país foi alvo de mais de 60% dos ataques hackers identificados na América Latina.

De acordo com o site Suno Research, as companhias do segmento energético acabam sendo alvos preferenciais dos criminosos por serem consideradas serviços essenciais. Dessa forma, espera-se que haja maior chance de pagamentos de resgates.

Só em 2020, pelo menos cinco grandes empresas do setor elétrico foram atingidas: Energisa, Light, CPFL Energia, EDP Brasil e Enel.

Gigantes de outros setores, como Natura, Catho, Braskem, Aliansce Sonae e Embraer também informaram que foram vítimas de ataques cibernéticos no último ano, além de diversos órgãos públicos, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).