Fernando Rodrigues, CEO da Sistemas Seguros.

A Sistemas e a Virtual, duas das maiores empresas brasileiras da área de softwares para corretoras de seguros, acabam de anunciar uma fusão.

Ambas empresas foram fundadas no começo do anos 90. A Sistemas é sediada em São Paulo e tem cerca de 100 funcionários e a Virtual está baseada em Ponta Grossa, na região metropolitana de Curitiba e tem 50 funcionários.

Em nota, as empresas afirmaram que a fusão “consolida a liderança nacional no mercado de softwares para corretores de seguros”.

“Unir a maior empresa do setor com a que mais cresce nos últimos anos é motivo de orgulho para todos nós”, salienta Fernando Rodrigues, CEO da Sistemas Seguros.

Juntas, as empresas estão presentes em seis das 10 principais corretoras de seguros do Brasil, com 2 mil clientes e um volume de prêmios gestionados de R$ 18 bilhões. 

Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), isso representa 10% do total movimentado pelo mercado em 2016, que atingiu R$ 197 bilhões de prêmios.

Na categoria de automóveis, as duas empresas processaram, em 2017, R$ 7,5 bilhões, 23% dos R$ 32 bilhões registrados pela Susep. 

“A união possibilitará que as duas operações invistam ainda mais em pessoal, estrutura, novos produtos e soluções, para viabilizar a consolidação de uma posição de destaque entre as principais insurtechs do Brasil”, afirma Maurício dos Santos, CEO da Virtual Softwares para Seguros. 

Insurtech talvez seja a palavra para entender a motivação por trás da união dos antigos concorrentes.

Assim como o segmento de bancos enfrenta nos últimos anos a concorrência das chamadas fintechs, startups que focam em oferecer serviços específicos de maneira online e por custos menores, o setor do de seguros enfrenta as chamadas insurtechs.

De acordo com um levantamento divulgado no final do ano passado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), já existem 40 insurtechs no Brasil.

Segundo matéria divulgada pela revista Apólice, o financiamento para startups dessa área chegou a US$ 3,1 bilhões, em 2015, muito disso vindo de empresas tradicionais do mercado.