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Awari levanta R$ 2 milhões

19/02/2021 13:11

Edtech atua no modelo ISA, uma fórmula em alta para formação em tecnologia.

Fábio Muniz, CEO da Awari.

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A Awari, uma edtech que atua no modelo de Income Share Agreement, acaba de levantar R$ 2 milhões junto a investidores anjo.

Um dos fundos que investiu foi o Weekend Fund, liderado por Ryan Hoover, criador do site Product Hunt e co-autor do livro Hooked. 

Para quem não conhece o termo, Income Share Agreement, ou ISA, é um modelo de pagamento no qual o aluno faz primeiro o curso ao longo de nove meses e paga depois quando estiver empregado com um determinado salário (R$ 3,5 mil, no caso da Awari).

As empresas de treinamento no modelo ISA desenham currículos alinhados ao interesse de potenciais empregadores, uma vez que elas tem todo interesse em que o aluno arrume uma vaga logo.

No caso da Awari, os alunos contam ainda com mentoria de profissionais com passagem por empresas como Amazon, Nubank, QuintoAndar e XP Investimentos.

O time da Awari é composto por 17 especialistas que atuam de maneira remota pelo país. Mais de 600 alunos já passaram pelos cursos desde a fundação da empresa, em 2018.

A plataforma oferece cursos intensivos com, aproximadamente, quatro meses de duração, com sessões de consultoria de carreira com orientações sobre LinkedIn, preparo para entrevista e storytelling do aluno.

Em ambos, ao final do curso, os alunos entregam um projeto finalizado que pode ser usado como portfólio nas entrevistas. 

“Nossa proposta é oferecer conteúdos técnicos e atividades práticas para que os alunos possam vivenciar agora, o que poderão encontrar ao ingressar no mercado amanhã”, explica Fábio Muniz, CEO da Awari. 

O modelo ISA é uma forma inteligente de oferecer acesso a posições de trabalho em um nicho aquecido. 

Por outro lado, ele também gera um gap temporário entre os custos de oferecer o curso e o pagamento por parte dos alunos que demanda uma injeção de capital externo, vindo de fundos.

O mercado brasileiro tem atraído players internacionais nesse modelo, como a rede de escolas de programação francesa Le Wagon

Em março de 2020, a empresa brasileira Trybe, fundada seis meses antes, levantou nada menos que R$ 42 milhões.

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