José Luqué: executivo mexicano lidera a operação brasileira da Infor.

José Luqué, executivo que desde outubro do ano passado comanda as operações da Infor no México, acaba de assumir também a direção dos negócios da empresa no Brasil.

Com a decisão, a multinacional parece ter eliminado o cargo de country manager exclusivo para o Brasil, uma posição de alta rotatividade nos últimos anos.

Em setembro, saíram da empresa a country manager do Brasil, Alessandra Martins, além de Carmela Borst, CMO para América Latina, e João Ricardo Nene, Vice-presidente da Infor para América Latina.

Na época, o site Computerworld apontou que a movimentação significava o fim das vendas diretas da Infor no Brasil.

Martins, a última country manager da Infor no país, ficou um ano e três meses na posição.

Em nota, a Infor aponta que Luqué será “líder de vendas no Brasil e América Latina e líder de parceiros de aliança estratégica para a América Latina”, sendo responsável por liderar as operações de vendas, além de ser responsável por expandir, gerenciar e manter relacionamento direto com clientes no Brasil.

“Tenho uma missão pessoal em manter as implementações de nossos clientes em funcionamento, e garantir que o valor investido tenha um retorno o mais breve possível”, aponta Luqué, um executivo que fez carreira em empresas de software, TI e energia atuantes no México e América Latina.

Agora é ver se com a nova configuração a Infor consegue estabilizar o comando no Brasil.

Alessandra Martins, contratada vinda da Oracle, onde era VP de vendas para a área de serviços financeiros, substituiu Gabriel Lobitsky, vice presidente da Infor para Sul da América Latina, uma região que tinha no Brasil o país mais expressivo.

Lobitsky permaneceu um ano e meio no cargo, substituindo Paulo Padrão, que também durou pouco mais de um ano no cargo.

O padrão de rotatividade vem de anos. Roberto Regente Jr, foi contratado em agosto de 2012, vindo da RSA, permaneceu no comando menos de um ano.

Depois vieram Andre Papaleo e Ivamar Sousa, dois ex-Oracle, dividiram o comando da operação brasileira em 2013, sendo sucedidos no ano seguinte por Fernando Corbi, vindo da SAP. 

No final de 2016, o Koch Equity Development, braço de investimentos da gigante industrial americana Koch Industries, investiu US$ 2,5 bilhões ma empresa na Infor.

A Infor é forte no segmento industrial, incluindo algumas empresas do grupo Koch. 

Analistas apontaram que o negócio faz parte de um esforço da Koch em se transformar em uma empresa mais digital, à exemplo do que está fazendo a GE.

A Koch Industries é o segundo maior grupo de capital fechado dos Estados Unidos, com faturamento de US$ 115 bilhões e negócios em petróleo, petroquímica, energia, minério e celulose. 

Se fosse uma empresa aberta, a Koch estaria na 17ª posição no Fortune 500.

A Infor está em meio a uma transição de modelo de negócio, apostando em entrega de software através da nuvem, em particular da Amazon Web Services. Cloud já representa mais da metade da receita, o que é acima da média do mercado.

A companhia fechou o ano fiscal 2017 em abril com uma receita de US$ 2,9 bilhões, uma alta de 8%.