Marcelo Murilo, VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner.

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A Benner Sistemas, especializada em software de gestão, acaba de criar a Extrajuris, uma spin off focada no nicho de resolução de disputas online, o que se conhece no jargão jurídico como uma ODR.

O investimento no novo produto foi de R$ 5,5 milhões, em desenvolvimento contratado junto da Set2, uma companhia que é ela mesma outro spin off da Benner, essa na área de turismo e realizado em 2019.

A Benner tem apostado na estratégia de lançar empresas independentes a partir de produtos que considera promissores. 

Em março, foi a vez da Otto HX, um negócio separado para atender secretarias de saúde, assim como laboratórios, hospitais e clínicas de médio porte. O investimento nessa empresa foi de R$ 4,5 milhões.

A Benner tem uma longa tradição na área jurídica, afirmando gerenciar 25% de todos os processos judiciais ativos no país. 

A empresa tem soluções que gerenciam desde o processo até a contratação dos chamados prepostos, os advogados que representam as empresas por todo o país. Essa operação segue dentro da Benner.

O negócio de ODR é um pouco diferente, porque envolve a resolução de conflitos antes do processo judicial, mediante processos de negociação, mediação e arbitragem online.

“Atuando como startups, com mais foco e velocidade, as soluções podem ser utilizadas de maneira independente ou integradas à plataforma Benner”, resume Marcelo Murilo, VP de Inovação e Tecnologia do Grupo Benner.

De origem catarinense, a Benner hoje tem matriz em São Paulo, além de unidades em Blumenau, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Maringá e Curitiba. Ao todo, são 1,3 mil colaboradores.

A Benner está há algum tempo tentando novas maneiras de atuar. Em 2016, foi feita uma grande reoganização, com a saída de três executivos com participação no grupo, a criação de duas vice-presidências e um centro de serviços compartilhados.

Depois, em 2018, a companhia trouxe um novo CEO, Bruno Primatti, um executivo vindo da Totvs, onde era diretor executivo para varejo, com uma passagem anterior pela Bematech, onde foi vice-presidente executivo.

O plano era que no ano seguinte Benner passasse ao conselho de administração da empresa, mas o que aconteceu foi que Primatti deixou a empresa discretamente no final de 2019, para abrir em seguida uma startup focada no segmento de saúde, a Saúde com miHmo.

Na época da contratação de Primatti, a Benner divulgou uma meta de chegar a R$ 500 milhões em faturamento até 2020, o que acabou não acontecendo. A receita no ano passado foi de R$ 304 milhões. Para esse ano, está prevista uma alta de 15%

A Benner tem produtos nas áreas de saúde (operadoras e hospitais); jurídico; RH; logística e supply chain; ERP; e turismo corporativo. A empresa tem três centros de desenvolvimento de tecnologia e escritórios localizados em São Paulo, Barueri, Brasília, Blumenau, Curitiba, Maringá, João Pessoa e Rio de Janeiro.