Aberto Menache.

A Linx acaba de adquirir o Digital Commerce Group, uma companhia especializada em plataformas de e-commerce sediada em Porto Alegre e dona dos produtos EZ Commerce, Core e Octopus, por um valor que pode chegar a R$ 67 milhões.

Como a Linx costuma fazer nas suas aquisições, o valor é dividindo entre R$ 49 milhões à vista e outros R$ 18 milhões relacionados ao cumprimento de metas de 2018 a 2020.

O DCG tem 600 clientes e um faturamento esperado para este ano de R$ 18 milhões. São 120 funcionários distribuídos em três escritórios: Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina.

A DBG foi fundada em 2006 como EZ por Henrique Mengue, um ex-colaborador da Tlantic, que foi pioneira em e-commerce no Rio Grande do Sul no começo dos anos 2000.

Depois, entraram ainda como sócios Alberto Fujita, Maurício e Ivan Correa. O produto da companhia era focado em lojas virtuais de pequeno e médio portes. 

Em 2016, o negócio acelerou com a entrada de R$ 5 milhões de fundos de investimento. A empresa lançou o Core, uma plataforma para médias e grandes operações e a Octopus, uma solução de gestão para vendedores em marketplaces como o Mercado Livre, e passou a adotar o nome DCG.

Em 2017, o EZ ainda era o carro chefe, com 65% do faturamento. 

Os resultados parecem estagnados: a companhia já havia divulgado o objetivo de fechar R$ 18 milhões em 2016, o mesmo número divulgado pela Linx.

“Em conjunto aos produtos de OMS, personalização, reengajamento e publicidade já ofertados ao mercado, a Linx segue aumentando seu portfólio de soluções online e contribuindo para a transformação digital dos varejistas brasileiros”, ressalta Alberto Menache, diretor-presidente da Linx.

A Linx fez nada menos do que 28 aquisições desde 2008, comprando softwares para áreas especializadas do varejo como roupas, farmácias ou postos de combustíveis. Nos últimos anos, a companhia vem fazendo movimentos decididos em torno do tema e-commerce.

Em 2015, a empresa começou a investir também em empresas com tecnologia para comércio eletrônico, comprando a catarinense Chaordic e a amazonense Neemu, ambas donas de produtos que permitem personalizar sites de vendas online.

O valor dessas duas compras pode chegar a R$ 111,4 milhões, dentro do mesmo sistema de uma parte à vista e outra em metas.

Em outubro do ano passado, foi a vez da ShopBack, uma plataforma focada na recaptura de usuários abandonados e na retenção de clientes com remarketing por meio de big data, por um valor de até R$ 56 milhões.

A companhia também reforçou o time, contratando Eduardo Ide para assumir a diretoria comercial de e-commerce.  Nos últimos quatro anos, o executivo atuou na Adobe, onde foi gerente de vendas senior.

Antes, ele atuou no SAS entre 2011 e 2013. Ide também atuou nas empresas Primesoft, Spring Wireless e SAP.