TROCA

Sonda: novo CEO é da casa

25/08/2021 08:50

Ricardo Scheffer, com 20 anos de empresa, substitui Affonso Nina, trazido em 2017.

Ricardo Scheffer.

Tamanho da fonte: -A+A

Ricardo Scheffer, um profissional com 20 anos de Sonda, é o novo CEO da empresa no Brasil, substituindo Affonso Nina, um executivo de mercado trazido em 2017 para ocupar o cargo.

Em nota, a Sonda aponta que Scheffer assume após um “notável desenvolvimento profissional na empresa”.

O executivo entrou na Sonda em 2001, como gerente de operações no Rio de Janeiro, e foi galgando posições na área de vendas.

A partir de 2008, ele passou por alguns cargos de diretoria, incluindo operações de TI, suporte ao cliente e serviços de gerenciamento de aplicações.

Em 2019, Scheffer assumiu o cargo de vice-presidente da divisão de serviços de TI da Sonda, que acumulou por um período com o comando da Ativas, braço de data center e serviços gerenciados de TI da Sonda.

(A Ativas passou a ter um novo comando em abril, com a contratação de Edson Ferreira Leite, ex-VP para América do Sul da CGI, uma multinacional canadense de serviços de TI, com passagens como VP executivo da Tivit e VP para ITO da EDS).

Scheffer tem um perfil diferente do de Affonso Nina que ao entrar na Sonda já tinha liderado aos operações no Brasil da Carlson Wagonlit e da Genepac, além de ter feito carreira na EDS e na HPE, onde chegou a ser  vice-presidente de serviços financeiros.

Ao longo dos anos de Nina na Sonda, a empresa fez alterações na sua estrutura no Brasil, na prática consolidando as diferentes aquisições ao longo dos anos nas mãos do CEO.

Assim, por exemplo, em 2018, Nina passou a controlar  a CTIS, comprada pela Sonda por um valor inicial de R$ 400 milhões em 2014, e também a Sonda TI, que concentrava diversas aquisições feitas pela chilena Sonda no país desde 2007, incluindo nomes como  Procwork, Kaizen e Telsinc.

Por outro lado, os resultados da Sonda no Brasil tem passado por uma montanha russa nos últimos anos, o que tem que ver bastante com a desvalorização do real (a empresa é sediada no Chile e tem resultados em pesos chilenos, uma moeda mais estável).

O Brasil, que tradicionalmente representa quase a metade do negócio da Sonda, teve queda de receita de 21,3% em 2020, ficando em 204,1 milhões de pesos chilenos, cerca de US$ 287 milhões.

Metade da queda tem que ver com a desvalorização do real brasileiro, que ficou na 6ª posição entre as moedas que tiveram a maior desvalorização no mundo, com uma perda de valor de 22,4%, segundo dados da Austin Rating.

Sem a variação da moeda brasileira no período, a queda no faturamento teria sido de 10,1%. 

A cifra está longe do resultado de 2015, quando o faturamento foi US$ 484,2 milhões, já então uma queda de 10,3% frente a 2014. 

No total, a receita da Sonda em 2020 caiu 7,8%, ficando em US$ 1 bilhão. No valor em moeda constante, a queda seria de 5,9%, o que mostra que foi mesmo o Brasil que puxou o desempenho para baixo.

Veja também

TOMBO
Receita da Sonda no Brasil cai 21,3%

Resultado foi o pior entre os países para os quais a multinacional chilena abre valores.

LATAM
Ex-SAP assume vendas SAP no Google Cloud

Alemã e norte-americana anunciaram recentemente uma maior aproximação.

NOVOS NEGÓCIOS
Toda, ex-Sonda, é novo VP da Service IT

Com mais de 30 anos de carreira, o executivo responderá pela área de novos negócios e alianças da companhia.

CAPITAIS
Cosentino tem fundo de investimento

Grupo GHT4 conta com outros três nomes pesos pesados e já fez aportes em startups.

SEGURANÇA
Radware tem novo country manager no Brasil

Com mais de 20 anos de experiência, Arthur Marchese vem da Akamai Technologies.

OPS!
Sonda terá que pagar PLR para 1791 funcionários

Pagamento é resultado de ação do sindicato paulista Sindpd e vale no RS, MG, SP e RJ.