O Google Meet permite encontros on-line com até 100 pessoas. Foto: divulgação.

A Google vai disponibilizar o Meet, ferramenta videoconferências da empresa, de forma gratuita para todos os usuários a partir do início de maio.

Até então, era possível participar de chamadas do Google Meet sem ser um usuário pagante, mas, para iniciar as chamadas, era preciso ter uma conta paga do G Suite.

Segundo a empresa, qualquer pessoa que tiver uma conta de e-mail, de qualquer provedor, poderá utilizar a solução, tanto em desktops quanto em dispositivos Android e iOS. Para isso, basta ter uma conta do Google, não sendo necessário criar um Gmail.

O Google Meet permite encontros on-line com até 100 pessoas conectadas simultaneamente, sem limite de tempo. Após 30 de setembro, a duração será ajustada para um máximo de 60 minutos. 

“Estamos no meio de uma mudança mundial muito significativa, que afeta a comunicação nos locais de trabalho e nas escolas, entre outros momentos e situações. As pessoas querem ferramentas fáceis de usar, e seguras, para que possam utilizar em diversas situações do dia a dia”, ressalta Javier Soltero, VP de G Suite da Google.

Para garantir a segurança dos usuários, a Google afirma que adotou medidas como o controle do moderador durante as videoconferências, contendo os logins nas ligações, e a proibição de acessos anônimos nas reuniões, além de códigos de proteção das reuniões,  que define como complexos.

Plugins e programas de extensão não são exigidos para o funcionamento do aplicativo e os usuários podem registrar suas contas no Programa de Proteção Avançada, utilizado contra phishings e perdas de contas.

Segundo a Google, a ferramenta tem certificações de conformidade globais e data centers espalhados pelo mundo todo dão suporte à operação da empresa.

Com a grande demanda no distanciamento social, as ferramentas de videoconferência ganharam um impulso e tanto. O uso diário do Google Meet é agora 30 vezes maior do que era em janeiro deste ano.

Já a Zoom teve um salto de 71% em suas ações entre 2 de janeiro e 3 de março. Elas subiram para US$ 117,47 por ação, o valor mais alto desde a abertura de capital da empresa, em abril do ano passado.