Katiuscia Teixeira, head de gestão de pessoas na Zenvia. Foto: divulgação.

A Zenvia, companhia gaúcha de plataforma de comunicação e serviços móveis, decidiu manter 100% da equipe em home office “inicialmente” até o final de 2020.

Com um total de 270 colaboradores trabalhando em casa desde março em Porto Alegre, São Paulo e Palhoça, em Santa Catarina, a empresa tomou a decisão após ouví-los em uma pesquisa de opinião.

A grande maioria respondeu que está em grupo de risco, vive com pessoas desse grupo ou, ainda, não sente segurança para voltar ao escritório. 

Segundo a empresa, estão sendo estudadas outras formas de melhorar a experiência de home office, como capacitação, ferramentas e softwares, além de haver um grupo sobre melhores práticas de trabalho remoto.

Recentemente, a companhia montou uma operação para enviar as cadeiras do escritório às casas de 77 funcionários que estão atuando em home office, decisão que também foi tomada através de pesquisa.

Com 16 anos de mercado, a Zenvia tem hoje 8 mil clientes. A empresa iniciou no mercado de sistemas baseados em SMS, mercado que passou a liderar em nível nacional em 2011.

Nos anos seguintes, com a tecnologia de SMS sofrendo assédio de novas formas de comunicação por dispositivos móveis, a Zenvia foi se reposicionando para ter uma oferta mais completa em diferentes plataformas.

Em 2018, a receita líquida da empresa foi de R$ 306 milhões, uma alta de 33% frente ao ano anterior.

A prorrogação do trabalho remoto já foi anunciada por algumas empresas brasileiras.

A XP, por exemplo, anunciou que os seus 2,7 mil funcionários poderão seguir em casa até o final do ano. O Nubank fez a mesma coisa para outros 2,4 mil. 

Quem foi mais longe até agora foi a Stefanini, que está preparando um projeto para metade dos seus 25 mil funcionários trabalharem em home office num prazo de 12 a 18 meses, sendo 60% dessa equipe de maneira permanente e outros 40% de maneira parcial.