Mazoni diz que setor contribui para diminuir dependência externa

O presidente da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Marcos Vinícius Mazoni, disse nesta segunda-feira, 11, que o setor de informática tem contribuído significativamente para diminuir o grau de dependência externa e para a superação das vulnerabilidades tecnológica e econômica do país.

Segundo Mazoni, a adoção do software livre pelo governo federal, por alguns estados, em especial o Paraná, e até mesmo por grandes redes de lojas e supermercados, tem possibilitado que o país experimente avanços tecnológicos sem precedentes nesse setor.

13 de abril de 2005 - 11:55
O presidente da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Marcos Vinícius Mazoni, disse nesta segunda-feira, 11, que o setor de informática tem contribuído significativamente para diminuir o grau de dependência externa e para a superação das vulnerabilidades tecnológica e econômica do país.

Segundo Mazoni, a adoção do software livre pelo governo federal, por alguns estados, em especial o Paraná, e até mesmo por grandes redes de lojas e supermercados, tem possibilitado que o país experimente avanços tecnológicos sem precedentes nesse setor. Ele concordou, todavia, que o Brasil precisa de uma definição mais clara a respeito do registro de patentes e licenças de uso de determinados produtos.

A observação foi feita em vista do pronunciamento do secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, feito durante a reunião do Secretariado Estadual, segundo o qual o Brasil faz muito poucos registros de seus produtos, o que afeta o nível de competitividade.

Segundo Mazoni, no caso da informática, com a opção pelo software livre, isto já não acontece, tendo em vista que as licenças de uso podem ser autorizadas pelos próprios desenvolvedores de sistemas e que em nível internacional as certificações são feitas por uma fundação que gerencia os sistemas desenvolvidos em software livre.

“Neste caso, o grau competitividade não está relacionado ao registro de patentes, já que o software livre permite a participação de toda a comunidade, mas sim à independência em relação aos produtos cujo uso dependem de licenças remuneradas”, explicou.