Segundo Mazoni, a adoção do software livre pelo governo federal, por alguns estados, em especial o Paraná, e até mesmo por grandes redes de lojas e supermercados, tem possibilitado que o país experimente avanços tecnológicos sem precedentes nesse setor. Ele concordou, todavia, que o Brasil precisa de uma definição mais clara a respeito do registro de patentes e licenças de uso de determinados produtos.
A observação foi feita em vista do pronunciamento do secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, feito durante a reunião do Secretariado Estadual, segundo o qual o Brasil faz muito poucos registros de seus produtos, o que afeta o nível de competitividade.
Segundo Mazoni, no caso da informática, com a opção pelo software livre, isto já não acontece, tendo em vista que as licenças de uso podem ser autorizadas pelos próprios desenvolvedores de sistemas e que em nível internacional as certificações são feitas por uma fundação que gerencia os sistemas desenvolvidos em software livre.
“Neste caso, o grau competitividade não está relacionado ao registro de patentes, já que o software livre permite a participação de toda a comunidade, mas sim à independência em relação aos produtos cujo uso dependem de licenças remuneradas”, explicou.