César Paz, Domingos Secco Jr., Fabiano Goldoni e Luciano Terres, sócios da Alright. Foto: divulgação.

A Alright Adtech Company, startup gaúcha que conecta anunciantes e veículos de comunicação, recebeu um novo aporte com recursos do Fundo Criatec 3, criado pelo BNDES e gerido pela KPTL.

Esta é a segunda vez que a KPTL investe na startup, que faz mistério sobre o valor exato do aporte, apenas revelando que a soma dos cheques levantados em 2019 e 2020 totaliza R$ 5 milhões.

Criada em 2015, a Alright atua dos dois lados da cadeia de compra e venda de publicidade em mídia digital.

Para os veículos de comunicação, principalmente os regionais ou especializados num tema, a startup oferece uma conexão com o ecossistema de mídia programática, buscando entregar um aumento de receitas com venda de espaço de publicidade.

Já para os anunciantes, a Alright garante aumentar o alcance e o impacto no perfil de cliente desejado, adotando rígidos padrões de compliance em relação a fraudes e fake news.

Com a verificação de um especialista, a empresa checa se o publisher está autorizado ou não a produzir conteúdo editorial. Além disso, ela dispõe de um software que vasculha violência sexual, discurso de ódio, crime e jogos de azar em potenciais veículos – evitando conteúdos ilegais e impróprios.

“Nosso propósito é democratizar a mídia programática, levar a quem ainda não tem. Isso cria ambiente mais seguro para as marcas e as ajuda a se protegerem, criando uma rede de conteúdo qualificado. Além disso, o dinheiro do anunciante brasileiro fica no Brasil”, ressalta Domingos Secco, CEO e cofundador da Alright.

A empresa começou muito dedicada ao anunciante e, com a pandemia, mudou o foco central para atuar majoritariamente ao lado do vendedor do espaço, ou seja, dos veículos editoriais.

De um ano para outro, essa nova abordagem passou a representar 86% da receita, multiplicando por seis o número de clientes atendidos mensalmente. 

Em 2020, a Alright já distribuiu mais de R$ 2 milhões para os chamados publishers, mais do que o dobro do mesmo período do ano passado, e já superou em 30% valor total de 2019. O número de veículos também aumentou de 130 para 294. 

Os portais sob gestão Alright impactam 26,7% dos brasileiros. Na região Sul, a cobertura ultrapassa os 52%.

Além da assessoria para operar o sistema, a Alright tem um braço educacional para seus clientes. Entre os cursos e aulas que oferece, ensina, por exemplo, formas dos veículos melhorarem tráfego em seus sites.

Com o novo aporte, a startup deve investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos e tecnologias proprietárias.

“Em nosso portfólio de quase 50 empresas investidas, algumas vezes acertamos em cheio. Sem dúvidas, a Alright é um desses casos fora da curva. Esse novo aporte na companhia apenas um ano e meio depois é a prova de que a empresa realmente segue convertendo seu potencial de crescimento em ótimos resultados”, afirma Renato Ramalho, CEO da KPTL.

A KPTL é uma gestora de Venture Capital com ativos na ordem de R$ 1,2 bilhão e 49 empresas investidas. Sediada em São Paulo, a empresa tem seis escritórios espalhados pelo Brasil e um em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Fundada a partir da fusão entre a Inseed Investimentos e a A5 Capital Partners, a companhia é gestora do Fundo Criatec 3, criado pelo BNDES em 2016.

Com atuação nacional, o Criatec 3 conta com mais 10 cotistas além do BNDES e já fez mais de 20 investimentos em startups de diversos setores como agronegócio, energia, mídia, varejo e tecnologia da informação.

A Alright é uma das startups investidas por César Paz, com operações na antiga sede da AG2, agência digital fundada por Paz.

A AG2 foi adquirida em 2010 pela rede mundial de agências de propaganda Publicis. Paz saiu do dia a dia da operação e o cargo de CEO da empresa em setembro de 2015. Depois, em janeiro de 2017, também deixou a posição de presidente do conselho da companhia.