Jefferson Bado.

Jefferson Bado, um profissional experiente em recursos humanos na área de TI, acaba de ser contratado para liderar a área na Solutis,  empresa baiana de desenvolvimento de software com planos de expansão nacional.

Bado estava até pouco tempo atrás na Santos Brasil, uma grande operadora de containers, mas fez carreira em empresas de tecnologia, começando pela Microsoft, onde foi gerente na área de RH entre 1998 e 2004.

Depois, o profissional passou pela Tech Mahindra, Ingenico e Digio, sempre em cargos a nível de diretoria.

“A Solutis tem um foco muito forte em pessoas e isso vem sendo um de seus importantes diferenciais competitivos. A proposta agora é fortalecer e exponenciar o potencial que possuímos para transformar empresas e negócios, e ajudá-las a solucionar problemas”, afirma Bado.

O novo head de pessoas e cultura terá sob sua responsabilidade um time de 750 funcionários, atuando a partir de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

A Solutis vem despontando no mercado de tecnologia. Recentemente, a companhia obteve o selo de qualidade de desenvolvimento de software CMMI no nível 3 em um projeto de dois meses, um feito poucas vezes visto.

No ano passado, a empresa anunciou que Paulo Marcelo, um executivo de destaque no mercado de TI brasileiro, como novo CEO.

Em conversa com o Baguete, Marcelo abriu a meta de triplicar nos próximos anos o faturamento da Solutis, que fechou 2018 com uma receita de R$ 100 milhões.

A história de Marcelo com a Solutis é antiga. A empresa foi fundada em 2011, como um dos primeiros investimentos do Unipartners, um fundo de investimento em tecnologia criado um ano antes pelo executivo e outros cinco sócios da Unitech.

A Unitech foi uma empresa de desenvolvimento de software fundada em 1995 que teve uma trajetória de sucesso no mercado brasileiro.

Em 2007 a Unitech se fundiu com a Braxis, formando o embrião da CPM Braxis, adquirida pela gigante francesa Capgemini em 2010 quando já tinha um faturamento na casa do R$ 1 bilhão. 

Dentro da Capgemini, o executivo galgou posições até assumir o comando no Brasil, em 2014, da qual saiu no final de 2016 para o cargo de CEO na Resource, uma grande integradora brasileira de software.

Marcelo acredita que a liderança da Solutis é uma chance para surfar uma “terceira onda” no mercado nacional de software, depois da oportunidade gerada nos anos 90 pela tendência de outsourcing de TI e as arquiteturas cliente-servidor e a subsequente consolidação do mercado com grandes provedores dos anos 2000.

“A chance agora é para empresas de médio porte de desenvolvimento ágil, transformação digital e projetos em segmentos emergentes como fintech e outros nos quais startups podem criar negócios de grande escala”, acredita Marcelo.

Em outras palavras, a Solutis quer ser um competidor para novas empresas de desenvolvimento de software, como a C&IT (que fechou 2017 com um faturamento de R$ 400 milhões) e não para uma Stefanini uma Capgemini, ou outras empresas que atendem os grandes bancos do país.