Rodrigo Dessaune, Chairman da Vision e ISH Tecnologia - Foto: Linkedin
A Vision, braço de cibersegurança da ISH Tecnologia, recebeu um aporte de R$ 400 milhões através de um fundo de private equity da SPX Capital.
Com este investimento, o fundo assume o controle da empresa, mas mantém os fundadores Rodrigo Dessaune e Armsthon Zanelato como acionistas e executivos.
Segundo o site Brazil Journal, o fundo irá injetar R$ 200 milhões no fluxo de caixa da companhia e liberar o restante conforme novas oportunidades de mercado forem surgindo.
A ideia é fazer da Vision referência em segurança cibernética no Brasil e focar principalmente nos produtos complementares ao portfólio, ao invés dos clientes.
A ISH criou a Vision para atender empresas do setor privado, o que representa 80% da sua receita, enquanto o mercado público representa os 20% restantes.
Oferece serviços gerenciados de cibersegurança, a companhia implementa ferramentas usuais como antivírus, firewalls e filtros, mas sempre de olho na oportunidade de ofertar serviços de monitoramento, uma espécie de NOC 24/7, detecção e resposta.
A Vision afirma se destacar perante a concorrência por ter um software de integração e monitoramento denominado Harpia, que analisa todo o tráfego de informações decorrentes de firewall e antivírus e, se identificada alguma anormalidade, envia alerta para um time de especialistas atuar.
Outro ponto destacado é que suas ferramentas fazem a análise de todos os incidentes tratados e replicam as melhorias de segurança em toda a sua base de clientes.
A empresa atende clientes como Bradesco, Itaú, Banco Pan, Rede, Axia Energia e Engie.
Para 2026, a Vision tem a expectativa de faturar cerca de R$ 480 milhões, e a ISH, aproximadamente R$ 150 milhões.
A estratégia da SPX de adentrar no mercado de cibersegurança se assemelha à do Fundo Pátria, que controla a SEK, outra companhia de cibersegurança, e adquiriu no final de 2025 a operação latino-americana da Dreamlab Technologies, uma empresa suíça da área.
Ainda em setembro, a SEK tinha comprado a NetBR, paulistana especializada em gestão de identidade e acesso (IAM, na sigla em inglês) e serviços de cibersegurança.
Com as aquisições da NetBR e da Dreamlab Technologies Latam, a companhia projeta ultrapassar R$ 1 bilhão em receita global em 2025.
Já a SPX afirma ter R$ 1 bilhão para investimentos além do que foi realizado na Vision.
