Guilherme Marinasco, senior management and platform e product engineering da Vivo. Foto: divulgação.
A Telefônica Brasil (Vivo), líder em telecomunicações no país, migrou seu ambiente de produção de TI do barramento de serviços críticos para o Red Hat OpenShift, plataforma de aplicação de nuvem híbrida, empresarial e baseada em Kubernetes.
Diante da pressão para reduzir despesas operacionais (OpEx), a Vivo buscou eliminar a complexidade e os custos crescentes associados à sua infraestrutura de virtualização legada.
Ao padronizar sua operação no Red Hat OpenShift, a companhia unificou a gestão de aplicações modernas cloud-native com as cargas de trabalho remanescentes em máquinas virtuais (VMs) de TI em uma única plataforma mais consistente.
Segundo a operadora, essa mudança oferece uma base ágil e escalável para suas cargas de trabalho específicas de TI, resultando em uma redução de 99% no tempo de escalabilidade de recursos e de 95% no consumo de armazenamento.
Com a migração, a empresa agora escala seu ambiente de TI em 10 minutos, o que antes levava 24 horas. No CRM, foi possível reduzir os tempos de resposta para coleta de dados de clientes e consultas de faturamento em 42% e 61%, respectivamente.
Ao migrar para uma arquitetura conteinerizada em bare metal, a Vivo reduziu o consumo de CPU de TI em 55% e o uso de memória em 65%. A equipe de TI também reduziu em 91% o tempo de aplicação de patches, passando de quatro horas para apenas 20 minutos.
Além dos ganhos imediatos, a empresa construiu um ambiente preparado para modelos de IA especializados ao eliminar as restrições da virtualização legada em sua stack de TI.
Segundo Guilherme Marinasco, senior management and platform e product engineering da Vivo, o objetivo é oferecer os serviços digitais mais confiáveis e inovadores para os seus 116 milhões de clientes.
“Modernizar nossa infraestrutura central para uma nuvem híbrida aberta com a plataforma comum nativa de nuvem da Red Hat nos permite responder com mais agilidade às necessidades dos clientes, reduzir nossa pegada ambiental por meio da melhor utilização de recursos e garantir a flexibilidade necessária para liderar o desenvolvimento de workloads de próxima geração em IA e nuvem nativa”, resume Marinasco.
Fundada em 1993 em Raleigh, nos Estados Unidos, a Red Hat desembarcou na América Latina em 2006, com escritórios no Brasil e na Argentina. Em 2018, foi comprada pela IBM por US$ 34 bilhões na maior aquisição já feita pela “Big Blue”.
No Brasil, a empresa conta com cerca de 600 funcionários e centenas de clientes do setor público e privado. Entre os seus clientes, estão Vodafone, Galicia, Delta, BMW Group, British Columbia, Telefonica, Siemens e Elo.
