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Fatal Models agora tem seu Only Fans

Para bombar a rede, empresa roubou estrela da concorrente Privacy.

12 de janeiro de 2026 - 12:27
Martina Oliveira, mais conhecida como “Beiçola do Privacy”. Foto: Divulgação.

Martina Oliveira, mais conhecida como “Beiçola do Privacy”. Foto: Divulgação.

A Fatal Models, um dos maiores sites de acompanhantes do Brasil, acaba de lançar o  FatalFans, a sua versão da plataforma de conteúdo adulto OnlyFans, com direito a uma contratação de peso: Martina Oliveira, mais conhecida como “Beiçola do Privacy”.

Oliveira é uma jovem de Porto Alegre que pode ser considerada a primeira pessoa a se tornar conhecida nacionalmente por vender conteúdo erótico por plataformas digitais, principalmente o Privacy, uma versao brasileira do OnlyFans, lá pelo começo de 2023.

Trazer ela foi uma tacada importante para fazer o FatalFans decolar. Sozinha, ela respondeu por 56% de todas as vendas registradas entre os perfis mais ativos dentro da nova plataforma. 

(Para quem está se perguntando: Oliveira é conhecida como Beiçola pela semelhança do seu corte de cabelo com o personagem do mesmo nome da série A Grande Família da Globo. Ela não leva o apelido a mal e inclusive já ajudou o ator quando ele esteve em apuros econômicos).

Seja como for, a FatalFans não deve demorar muito para ampliar o seu time e reduzir a dependência de Oliveira. 

O site tem a favor o grande tráfego do Fatal Models, que tem 20 milhões de visitantes únicos mensais, em tese potenciais consumidores de conteúdo erótico, e o fato que garotas de programa podem abrir uma nova frente de negócios com o serviço.

A título de comparação, a Privacy fala em 70 milhões de acessos mensais, atraído por um exército de 400 mil produtores de conteúdo.

“FatalFans e Fatal Model são plataformas diferentes, mas irmãs. A Fatal Model é o maior site de acompanhantes do Brasil e o FatalFans chega para ser um serviço onde o criador de conteúdo possa comercializar seus materiais de forma simples, rápida e com todo o suporte da nossa empresa”, comenta Kellerson Kurtz, diretor de Negócios do FatalFans.

A expectativa é que o FatalFans possa representar 30% do lucro do grupo já no primeiro ano de funcionamento. 

A Fatal Model foi criada em 2016 por um grupo de empreendedores de tecnologia da gaúcha Pelotas que prefere não aparecer, o que, aliás, é a regra nesse nicho de mercado. 

De fato, não se sabe muito sobre a empresa na prática. Uma matéria da Exame de 2024 projetada uma receita de R$ 100 milhões para aquele ano e mencionava planos de captar R$ 50 milhões junto a investidores, o que não foi confirmado (ou divulgado) desde então.

Nas suas divulgações, a Fatal Model afirma ter 300 profissionais, mas quase ninguém coloca isso no Linkedin. 

A projeção do Fatal Models se deve ao interesse natural por sexo, somado a jogadas astutas de marketing, como propor contratos de naming rights para estádios de futebol, e até mesmo patrocinar efetivamente o clube de futebol baiano Vitória, pelo menos por um tempo.

O Vitória, aliás, mostra que a Fatal Model também tem seus pontos fracos. O clube acaba fechar um contrato de patrocínio com a Skokka, uma multinacional espanhola do mesmo nicho de anúncios de acompanhantes que está apostando no mercado brasileiro.