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Estados Unidos vai suspender emissão de vistos

Medida afetará o Brasil e outros 74 países a partir do dia 21 de janeiro.

14 de janeiro de 2026 - 13:09
Foto: Deposit Photos.

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Os Estados Unidos decidiram suspender o processamento de todos os vistos para 75 países, incluindo o Brasil, a partir de 21 de janeiro.

A informação é da Fox News, que afirmou nesta quarta-feira, 14, ter tido acesso em primeira mão a um memorando do Departamento de Estado americano.

Segundo a emissora, o documento orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente enquanto o governo reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

A medida do governo Trump faria parte de um "esforço para coibir candidatos considerados propensos a se tornarem um encargo público".

A lista de países afetados inclui, além do Brasil, Rússia, Irã, Somália, Afeganistão, Iraque, Egito, Nigéria e Tailândia.

Segundo a CNN, fontes do governo brasileiro disseram que foram pegas de surpresa sobre o possível cancelamento de vistos e o governo Lula defende cautela e aguarda a formalização da decisão.

Uma fonte do governo americano afirmou à emissora que não há detalhamento sobre a medida e que o governo brasileiro não foi comunicado.

A decisão ocorre em meio à ampla repressão à imigração promovida por Trump desde que voltou à Presidência em janeiro do ano passado.

Em novembro, Trump prometeu "interromper permanentemente" a imigração de todos os "países do Terceiro Mundo" após um tiroteio perto da Casa Branca por um cidadão afegão que matou um membro da Guarda Nacional.

ATUALIZADO ÀS 16:30

No início da tarde, o Departamento de Estado americano confirmou o congelamento dos vistos através da sua conta no X. A suspensão, no entanto, não se aplica às categoria de não imigrantes, como os vistos de turismo e de negócios.

"O Departamento de Estado suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recebem benefícios sociais do povo americano em taxas inaceitáveis. O congelamento permanecerá em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não irão extrair riqueza do povo americano", diz a publicação.